Postado em 16 de Abril às 21h39

Mobilidade Urbana em tempos de Pandemia em Chapecó

Cleiton Fossá | Vereador        Diante das medidas de prevenção do novo coronavírus e a suspensão do uso do transporte coletivo no município, mas com a liberação de algumas...

       Diante das medidas de prevenção do novo coronavírus e a suspensão do uso do transporte coletivo no município, mas com a liberação de algumas atividades, principalmente nesta semana, muitos cidadãos podem estar se perguntando: Como irei para meu trabalho sem lotação?

       Para quem não possui um automóvel, é necessário outras alternativas para se deslocar. Além da possibilidade de ir caminhando, existe a possibilidade de andar de bicicleta.

       Porém, para isso é necessário estrutura urbana e condições viáveis para utilização deste transporte.

       O Plano Municipal de Mobilidade Urbana de Chapecó, instituído pela lei nº 6847 em 2016, o qual é recomendado ser revisto e reavaliado a cada dois anos, prevê algumas metas e ações que já deveriam ter sido implementadas.

       As ações são voltadas a princípios de mobilidade sustentável e a preocupação com um planejamento de cidade que seja sólida e capaz de reduzir tempos de viagem, distâncias a serem percorridas e tornar também os deslocamentos por meio de transporte a pé ou cicloviário.

       Entre algumas metas que já poderiam ter sido atingidas estão:

-A criação de um sistema cicloviário através da implementação de 30 km de ciclovias/ciclofaixas/faixas compartilhadas em duas fases, por ordem de prioridade: 12,5 km nos principais eixos da cidade, nos primeiros quatro anos após aprovação do Plano de Mobilidade; 17,5 km nos eixos secundários; nos primeiros oito anos após a aprovação do Plano de Mobilidade.

-A implantação de oito pontos de compartilhamento de bicicletas, situados nos eixos prioritários do sistema cicloviário; nos primeiros quatro anos após aprovação do Plano de Mobilidade;

-Atingimento de 10,0% dos deslocamentos inferiores a 4 km em bicicleta, após quatro anos da aprovação do Plano de Mobilidade.


-No Plano consta explicitamente que o tempo para atingir essas metas era de quatro e oito anos após sua aprovação. Porém, tendo em vista que a lei entrou em vigor em 14 de março de 2016 e já estamos em abril de 2020, as metas não foram executada. Bem como, também foram planejadas ações que resultariam no alcance das metas.

       Entre elas, destaca-se a primeira ação citada no texto que tem como objetivo iniciar o sistema cicloviário na cidade, com a implementação de ciclovias nos dois principais eixos de deslocamento da população, ou seja, o eixo norte-sul e o eixo Centro-Efapi.

       No eixo norte-sul está prevista a implementação da infraestrutura cicloviária na Avenida Getúlio Vargas, tendo em vista espaço suficiente para implantação de uma ciclovia.

       Já no eixo Centro-Efapi se menciona a revitalização completa das calçadas para utilização da via compartilhada com pedestre, devido a limitação do espaço existente.

       Logo, às informações descritas no documento, mostram que o diagnóstico da situação existente no ano de publicação do plano, não mudou

 

 

 

Assessoria de Comunicação Vereador Cleiton Fossá
 

  • Cleiton Fossá | Vereador -

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