Postado em 29 de Março às 14h40

Os efeitos psicológicos do isolamento social

Cleiton Fossá | Vereador        Diante de uma situação atípica, como essa, causada pela pandemia do novo coronavírus, é natural que as nossas emoções estejam abaladas, assim...

       Diante de uma situação atípica, como essa, causada pela pandemia do novo coronavírus, é natural que as nossas emoções estejam abaladas, assim como o nosso psicológico. Principalmente, pelo fato de que, a maioria de nós, não está frequentando seu local de trabalho, estudo e também às áreas de lazer. A rotina mudou bruscamente.

       O espaço se limita a dentro de casa, sem visitas a familiares e amigos. É uma situação de preocupação, prevenção e muitos cuidados, e cada pessoa reage de uma maneira diferente, considerando às suas vivências e toda a sua trajetória enquanto ser humano e profissional.

       As ruas seguem desertas, as praças cheias de cor e animadas pelas crianças, no silêncio absoluto. Do conforto de nossas casas, longe do habitual, acompanhamos os noticiários com informações de todo o mundo, de milhares de mortes e casos de pessoas infectadas pelo Covid-19. Nos grupos de WhatsApp, Facebook, Twitter e Instagram aparenta que as pessoas não falam de outro assunto, o que é natural. Por vezes, nestas redes também circulam informações falsas, que podem agravar a situação.

       Com o isolamento social, em que a maioria das pessoas está em casa, em quarentena, cuidando de si e dos outros, é preciso se preocupar com o bem estar físico, cuidar da higiene, fazer exercícios físicos e se alimentar corretamente. É muito importante também, se preocupar com a saúde mental.

       Pessoas mentalmente saudáveis vivenciam diariamente um amontoado de emoções como amor, alegria, tristeza, raiva, ansiedade, frustração e são capazes de enfrentar com equilíbrio e destreza todos esses conflitos e perturbações. Como exemplo, em tempos de coronavírus, os níveis de ansiedade tendem a aumentar.

       “Quando estamos ansiosos, tendemos a tratar a incerteza como um resultado ruim. Mas a incerteza é neutra - não sabemos o que vai acontecer”, explica Robert Leahly, diretor do Instituto Americano de Terapia Cognitiva, ao site do jornal The Guardian. Por isso, se faz necessário compreender que a ansiedade é uma reação normal nesta situação incomum e que o anseio por previsibilidade e certezas deve ser deixado de lado.

       Estar bem é estar bem consigo mesmo e com os outros, aceitar as exigências da vida, saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida e posteriormente reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

       A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um guia com dezenas de recomendações de como enfrentar as consequências psicológicas da pandemia.

       Consumo de notícias: Limite o tempo gasto no consumo de notícias. Procurar apenas uma ou duas atualizações diárias é suficiente. Além disso, busque informações às fontes confiáveis, como sites de notícia com credibilidade e canais oficiais. A OMS também recomenda buscar notícias positivas sobre o assunto, e se necessário afastar um pouco das redes sociais, silenciando perfis e grupos sobrecarregados de notícias ruins.

       Rotina: Manter na medida do possível, rotina com tarefas diárias. Incluir nela diferentes atividades e momentos de relaxamento.

       Saúde e bem estar: Mantenha uma dieta saudável, fazer exercícios físicos, permaneça hidratado e em contato com a luz do sol. Evitar lidar com o estresse usando álcool e tabaco.

       Comunicação com familiares a amigos: Manter contato com a família e amigos por todos os meios disponíveis. Engajar a família e outras redes de apoio para compartilhar informações confiáveis. Falar com pessoas próximas sobre como está se sentindo também pode ser de grande ajuda.

       Mantenha-se calmo, e se necessário busque ajuda psicológica. Se puder, fique em casa.

 

 

 

Assessoria de Comunicação Vereador Cleiton Fossá

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