Postado em 30 de Outubro de 2013 às 19h24

Numeração das casas é debatida

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Chapecó - A Câmara de Vereadores de Chapecó realizou ontem reunião de trabalho para discutir o sistema de numeração das residências do município e a entrega de correspondências e mercadorias. O encontro foi proposto pelo vereador Cleiton Fossá e contou com a participação de representantes dos Correios, da prefeitura de Chapecó e lideranças comunitárias. Fossá explica que o marco referencial de numeração do município é de 1984 (Lei nº 2.568). 'Na época, Chapecó tinha menos de 100 mil habitantes. Hoje tem 200 mil. É preciso modernizar esse sistema', resume Fossá. O vereador explica que com a expansão de bairros e loteamentos nos últimos anos, o critério atual de numeração não contempla mais a demanda, ou seja, os profissionais dos Correios e de empresas de transporte, por exemplo, encontram dificuldades para localizar os endereços, o que muitas vezes impede que a população receba correspondências, entregas e mercadorias. 'Chapecó é a única cidade do Brasil que adota esse modelo de sistema de numeração, com número e letras. Precisamos discutir um novo marco referencial, para que as famílias e profissionais sejam contempladas', diz. Exemplos O gerente do Centro de Distribuição de Chapecó dos Correios, Edes Amaral, comenta que muitas pessoas mudam por conta própria a numeração de sua residência, o que compromete o serviço de entrega. Além disso, Amaral fez um pedido para que a prefeitura de Chapecó, ao nomear provisoriamente as ruas de novos loteamentos, não adote mais o critério de letras (exemplo: rua A), mas nomeie com números. 'Somente no bairro Efapi existem 20 ruas 'A'. Como nem sempre os moradores identificam o loteamento, fica impossível de entregar a correspondência', ressalta. Encaminhamento O diretor de Desenvolvimento Urbano da prefeitura de Chapecó, Franklin Brum, concordou que existem problemas e que a administração municipal está comprometida em resolver a demanda. Ainda, destacou que a ideia apresentada pelo gerente dos Correios é boa para eliminar parte dos problemas. Fossá sugeriu que o assunto seja discutido no estudo de mobilidade urbana, que a prefeitura está realizando em parceira com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). No final do encontro, os moradores presentes fizeram perguntas e sugestões às autoridades presentes.

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