Celebrado globalmente em 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista traz à tona um debate que vai muito além da conscientização. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge milhares de famílias que enfrentam, rotineiramente, uma maratona em busca de diagnóstico precoce, terapias especializadas e vagas em escolas preparadas para o atendimento inclusivo. O acolhimento eficaz, a saúde de qualidade e o acesso à educação com profissionais de apoio treinados são apontados como as principais demandas urgentes do setor.
O papel do Estado e o fim da invisibilidade
A comunidade autista e suas redes de apoio, como as associações de pais e amigos, ressaltam que as dificuldades começam na falta de dados centralizados e se estendem até a burocracia para a liberação de tratamentos médicos essenciais. Para quem vive a realidade na pele, as conquistas legislativas precisam sair do papel e se transformar em atendimento ágil nos postos de saúde e nas salas de aula.
"Pessoas autistas e suas famílias precisam de acolhimento, acesso à saúde, educação e dignidade todos os dias. Compromisso não é discurso de época de eleição. É trabalho diário e fiscalização."
A data do Orgulho Autista busca mudar a perspectiva da sociedade de um olhar de "pena" ou "caridade" para um olhar de cidadania e direitos. O respeito à neurodivergência e a criação de políticas públicas perenes são os únicos caminhos possíveis para garantir que essas pessoas possam desenvolver seu potencial e viver com autonomia.
Em Chapecó e nos municípios do Oeste, o fortalecimento de centros especializados de atendimento e a capacitação contínua de professores da rede pública continuam sendo as metas prioritárias defendidas por quem atua na linha de frente dessa causa.
Dia do Orgulho Autista: Lideranças defendem que inclusão real exige políticas públicas estruturadas