O Grande Oeste catarinense é uma potência incontestável. Da força do agronegócio à resiliência das indústrias e o dinamismo do comércio,  somos uma das regiões que mais produzem, geram empregos e sustentam a economia de Santa Catarina e do Brasil. Todos os dias, milhares de toneladas de alimentos e produtos cruzam o território para abastecer mesas e indústrias de norte a sul do país e do mundo. 


No entanto, há um contraste inaceitável e perigoso que freia o crescimento e ameaça a vida dos motoristas: a infraestrutura rodoviária parou no tempo. Enquanto os índices econômicos de Santa Catarina batem recordes, as rodovias federais seguem em pista simples, saturadas e incompatíveis com a nossa realidade. Rodovias em condições precárias encarecem o frete, destroem caminhões, atrasam entregas e tiram o sono de quem precisa rodar por elas. Mas o custo mais alto não é financeiro: é medido nas vidas ceifadas em acidentes que poderiam ser evitados com estradas adequadas.


Para que a região continue competitiva, promessas e remendos no asfalto não bastam mais. É preciso uma ação robusta e definitiva que passe obrigatoriamente pelo orçamento do Governo Federal:

  • A Duplicação da BR-282 (de São Miguel do Oeste até São José): A artéria que conecta o extremo oeste ao litoral catarinense precisa urgentemente de capacidade para escoar a produção com segurança e rapidez.

  • A Duplicação da BR-153 (de Concórdia até a divisa com o Paraná): Um corredor logístico interestadual vital que não suporta mais o volume de tráfego pesado atual.


Colocar essas obras como prioridade no orçamento da União e garantir pistas duplas, seguras e modernas não é luxo. É o mínimo necessário para quem trabalha, produz e movimenta o país. O progresso do Brasil passa pelo Oeste catarinense, e as nossas estradas precisam, finalmente, refletir a grandeza e a força da nossa região.