Postado em 03 de Setembro às 14h33

Empresários reclamam da demora para conseguir alvará de funcionamento em chapecó

       Chapecó é a quinta cidade do país em geração de empregos com 1.023 registros de novas empresas nos quatro primeiros meses do ano. O número representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2019, que foi de 792 novas empresas.

       As informações são do Ministério da Economia, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em relatório divulgado no mês de junho de 2020. Apesar dos números positivos, os empresários chapecoenses encontram dificuldades para abrir empresas no município. 

       André Busnello, empresário do ramo da indústria abriu empresa em dezembro de 2011, e destacou o processo burocrático como exagerado e segundo ele, ocasionado por falta de qualidade do pessoal interno.

       O profissional sofreu com licitações de aquisição de terreno que não se concretizaram e esperou por mais de três anos para liberação do alvará de funcionamento. Também enfrentou situações com excessivos desencontros de informações de pessoas que exercem o mesmo cargo.

        O empresário considerou o atendimento péssimo, beirando a terrível. 

       "O processo é muito lento, muitas pessoas sem o mínimo de vontade para atender. Para melhorar deviam ter informações claras e disponíveis ao acesso de todos, processo digital com atendimento via telefone imediato. Chapecó nunca se importou com os pequenos e médios empresários. O processo é lento porque quem administra quer assim", destaca. 


Quase seis meses para receber o alvará provisório 

       O advogado Eduardo Destri relata que abriu empresa em Chapecó em dezembro de 2017. "Abri um escritório de advocacia num prédio de 1990 e foi um caos. As estagiárias da SEDUR foram várias vezes no prédio.

        Não tenho alvará sanitário, e os bombeiros foi o condomínio que tratou. Mas mesmo assim a acessibilidade deixou o processo lento. Demorou quase seis meses para sair o alvará provisório. Quase perdi o simples", destaca Destri. 

       Para o empresário, o atendimento na época foi ruim. "Sempre me trataram com educação, mas a SEDUR não tinha estrutura. Daí sobrava para as estagiárias de arquitetura fazer as avaliações da acessibilidade. Seis meses não é rapidez. Fiquei meio ano sem emitir nota fiscal, ou seja, não recebi um real de nenhuma empresa", destaca. 


Simplificação acima de tudo

       Guilherme Menegon Guiesel, empresário de comércio exterior e negócios, abriu uma empresa em 2013 na área de micro filtragem de óleo. "Desde o começo já ouvi reclamações por ter uma sala comercial e não entendiam que era de vendas, então já começou uma incapacidade de entenderem o que era o serviço realizado", destaca. 

       Guilherme avaliou o processo burocrático como relativamente simples, mas que a acessibilidade era um fator de dificuldade que ainda torna o processo de abertura mais lento.

       "O processo já é oneroso desde o início. É um custo grande nas etapas contábeis, burocracia da prefeitura e alguns que tem que lidar com inspeção sanitária casos de outras pessoas, bombeiros. É uma série de autarquias te regulando que as vezes você recebe até quatro visitas em uma semana", aponta Guilherme. 

        "O setor de tributação é relativamente rápido, para cobrar o pessoal rápido para retornar algum tipo de benefício, é mínimo, pagar taxa é muito rápido. Acima de tudo é necessário simplificação. Retirar boa parte dessas regulações para que o empresário tenha liberdade.

        Isso não significa afrouxar e fazer de qualquer jeito, mas otimizar, principalmente a questão fiscal. Não é possível que em uma semana venham um fiscal e depois apareça outro e diga outra coisa. Seria bom que liberassem e adequassem tudo de uma vez só, porque isso não incentiva a iniciativa privada", reforça. 


Abertura recente 

       Paulo Marco abriu empresa no último mês em Chapecó. Paulo avaliou que o processo burocrático foi bem mais rápido e assertivo do que há um ano. Entretanto, avalia que as vistorias demoraram mais do que o necessário. 

      "Muita gente para atender telefone e poucas para resolver. Deveriam treinar os profissionais para q todos tivessem condições técnicas para auxiliar, de fato, a abertura. A Administração mais dificulta do que incentiva. São poucos vistoriadores, pessoas sem conhecimento nos setores e dão a impressão que estão ali de favor.

        São burocracias desnecessárias que poderiam ser substituídas pelo bom senso. Dificuldade de falar com quem de fato resolve. Dá muito a impressão que tem várias pessoas nos determinados setores que desconhecem o que estão fazendo", relata Paulo.

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Assessoria de Comunicação Vereador Cleiton Fossá 


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