Postado em 02 de Dezembro de 2019 às 15h35

Saúde não é favor, é obrigação do gestor público!

        Não é nenhuma novidade que Chapecó está entre as melhores cidades para se viver dentro do Estado de Santa Catarina. Nos destacamos até mesmo no cenário nacional. Somos também, referência no Brasil em produção agroindustrial.

        Estamos entre as poucas cidades brasileiras que antes dos 100 anos de fundação, já chegou em 200 mil habitantes. Nos orgulha ser de Chapecó. Somos, dessa forma, uma terra de pessoas trabalhadoras e comprometidas com o bem do município.

        Justamente por essa dedicação ao trabalho e à cidade, merecemos serviços públicos de qualidade, na educação, na infraestrutura e na saúde. Infelizmente, não é isso que tem acontecido por aqui, não é mesmo?

        Desde que assumi enquanto vereador, no ano de 2013, visito constantemente às Unidades de Saúde, UPA, o Hospital da Criança e o Hospital Regional do Oeste, mesmo que este último não seja de responsabilidade municipal.


Os problemas na saúde não são de hoje!

        Os problemas que identifiquei, portanto, há 7 anos atrás são os mesmos que existem hoje, ou seja, quase nada foi resolvido, apesar de inúmeros encaminhamentos que meu mandato realizou.

        O problema principal desta situação passa pela ausência de estrutura suficiente para atender à demanda da cidade.

        Existem, desse modo, diversos problemas que estão entre as principais reclamações dos chapecoenses, como:

  • A falta de medicamentos;
  • Falta de consultas odontológicas, com clínico geral e especialistas;
  • Exames que demoram meses e até mesmo anos.

        Meu gabinete atende mais de 100 pessoas por semana. A maioria que me procura está tentando resolver algum problema médico. Isso me entristece muito! 

        Além disso, há os prejuízos morais e de saúde que os chapecoenses carregam por este cenário. Isso gera um prejuízo econômico difícil, inclusive de apurar. 

        São milhares de pessoas com suas vidas profissionais lesadas por não conseguirem cura ou tratamento aos problemas de saúde. Essas pessoas, ficam muitas vezes, impossibilitadas de trabalhar.

        Remédios básicos adquiridos para dor muscular, gripe ou alergia nem sempre estão disponíveis nas Unidades de Saúde, como:

  • Ibuprofeno;
  • Buscopan;
  • Oseltamivir;
  • Vitamina D; 
  • Entre outros.

        Porém, o atendimento demorado não é exclusividade das unidades, mas também do Hospital da Criança e das UPA'S.


E o que estou fazendo para mudar?

        Venho me debruçando sobre o orçamento da cidade há bastante tempo. Com base nisso, não é necessário nenhum milagre para que a saúde de Chapecó consiga sair do vermelho. Basta o gestor municipal ter responsabilidade com as famílias Chapecoenses. Simples assim.

        Essa responsabilidade de que falo está na gestão dos nossos recursos. Os impostos dos cidadãos da cidade precisam ser valorizados e administrados com respeito. É preciso, dessa maneira, boa vontade política!

        E isso começa com o corte de gastos desnecessários, com interesses meramente eleitoreiros. Existem, só para constar, quase 300 cargos comissionados nomeados na Preefitura. Cargos nomeados pelo Prefeito como moeda de troca de favores com os vereadores que o apoiam.

        Eles são responsáveis por quase 16 milhões de reais anuais em salários! Na maioria das vezes, não possuem qualificação técnica e são ocupados por parentes de vereadores. Tente imaginar quantos exames e consultas em especialidades médicas daria para realizar com esse valor?

       Ah, e um outro ponto necessário para que sobre dinheiro e ele seja investido na saúde municipal é o gasto com publicidade. Só para ter uma ideia, entre 2017 e 2020, na gestão Buligon, tais gastos chegarão à casa dos 21 milhões de reais (conforme PPA 2018-2021).


O chapecoense merece ser respeitado, valorizado e representado!

        Como vimos, Chapecó é movida pelo trabalho de pessoas que amam e sentem orgulho desta terra. E oferecer, portanto, saúde de qualidade é o mínimo que o gestor público deve fazer! Não é favor, não pode ser moeda de troca. É obrigação!

        Desse modo, se você possui algum problema de saúde, como a demora em consultas, exames ou ausência de atendimento médico, me procure! Sou vereador, amo minha cidade e quero contribuir para que você tenha sua dignidade garantida.



Cleiton Fossá

Advogado, professor universitário e vereador por Chapecó.

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