Postado em 14 de Abril às 17h46

Colocar comida na mesa tem sido cada vez mais difícil: Índice de Preços de Alimentos da FAO atinge o maior valor em 100 anos

Qualquer um de nós que tenha ido ao supermercado nos últimos meses, certamente percebeu que houve uma significativa alta nos preços dos alimentos.

Nossa região, felizmente é rica em produção agrícola, muitas famílias conseguem produzir para seu próprio sustento. Mas são raros os casos de autossustentabilidade, geralmente parte do que consumimos precisa ser comprado.

O índice de preço da comida atingiu, no mês de março de 2022, o maior valor em 100 anos, como pode ser visto na série do relatório "The environmental food crisis" (Unep, 2009). Este recorde histórico foi registrado na sexta-feira 8 de abril, quando a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou a atualização da série de longo prazo do Índice de Preços de Alimentos (FFPI, na sigla em inglês).


O Brasil é um dos países mais impactados pelo aumento do preço da energia e dos alimentos. O reflexo é sentido imediatamente na inflação e na carestia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 1,62% em março, maior valor para o mês em 28 anos.

Em 12 meses, a taxa atingiu 11,3%, bem acima da meta do Banco Central. E o pior é que isto acontece no momento em que a renda média dos brasileiros caiu e atingiu o valor mensal de R$ 1.378, o menor rendimento domiciliar per capita em dez anos, segundo o IBGE.

 

Cleiton Fossá

Advogado e Professor Universitário



Informações de: #Colabora

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