Postado em 04 de Abril de 2020 às 10h01

Disponibilização de testes que detectam coronavírus avança no país

Cleiton Fossá        Diante do cenário da pandemia do coronavírus, o diagnóstico dos casos através de testes, faz-se necessário principalmente, porque desta forma, se identifica onde o...

       Diante do cenário da pandemia do coronavírus, o diagnóstico dos casos através de testes, faz-se necessário principalmente, porque desta forma, se identifica onde o vírus está circulando e assim, baseado nesses dados o Ministério da Saúde pode adotar estratégias de contenção para evitar a proliferação do vírus.

       Até o momento, o Ministério da Saúde, distribuiu aos laboratórios públicos de todo o país, 54,8 mil testes do tipo RT-PCR, também chamado de teste molecular. Esse é o principal mecanismo para o diagnóstico da covid-19, e tem confiabilidade muito alta. Ele identifica o vírus que provoca a doença logo no início, no período em que ainda está agindo no organismo. No entanto, apenas é realizado em casos graves, em pacientes que apresentam sintomas como falta de ar ou dificuldade de respiração.

       O teste inicia com a coleta de amostras do trato respiratório (nariz e garganta) com grandes cotonetes, chamados de swabs. O material é colocado dentro de um tubo no qual contém um líquido que conserva todos os micro-organismos. Na sequência o material é dividido, um é armazenado e outro é processado. A amostra passa pela chamada “extração de ácidos nucleicos” e todo o material genético é separado e limpo. Já no processo final de constatação, conhecido como RTPCR, pequenas “iscas” - primers - buscam o material genético do coronavírus dentro da mistura. A amostra é ampliada como se fosse uma cópia e assim pode ser constatada a presença do vírus ou não. O resultado do processo é obtido em 48 a 72 horas.

       Para viabilizar a eficiência dos testes realizados, após o primeiro teste obtido com resultado positivo os laboratórios devem encaminhar as amostras as instituições consideradas de referência no Brasil, sendo elas o Instituto Adolfo Lutz (SP), Fundação Oswaldo Cruz (RJ) e Instituto Evandro Chagas (PA). Os laboratórios realizam a contraprova, e constata se o laboratório está apto para fazer os demais testes na população.

       Todavia, também estão disponíveis no país os chamados testes rápidos para diagnosticar o vírus, há dois tipos o que faz o diagnóstico por fluorescência e a imunocromatografia. Eles oferecem resultados em menos de meia hora, mas apresentam maiores chances de erro de diagnóstico. Contudo, são reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

      Nesta semana a empresa Vale disponibilizou 500 mil unidades deste teste ao Ministério da Saúde. No total serão doados 5 milhões a pasta. No entanto, com o objetivo de garantir os cuidados médicos e de segurança aos que estão na linha de frente, estes testes serão utilizados em profissionais que atuam na área de saúde, postos e hospitais, também agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis de todo o país.

      Estes disponibilizados pela mineradora, são do tipo de imunocromatografia. Indicado apenas entre o sétimo e décimo dia do início dos sintomas, como febre e tosse. A coleta é feita a partir de uma gota de sangue e a partir dela é possível detectar a presença de anticorpos que são produzidos pelo organismo contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19. Os resultados são obtidos em 15 a 30 minutos.

       A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que os países realizem grande volume de testes em suas populações para combater a pandemia do novo coronavírus. A brasileira, líder da área de prevenção e controle de infecções do programa de emergências da OMS, Ana Paulo Coutinho-Reyse, salienta que mesmo que não seja simples testar grande número de pessoas, é necessário. "O teste é o primeiro passo para conter o vírus. É óbvio que existem dificuldades para testar todo mundo. Mas não é impossível”, diz ao site da BCC News. 

 

 

 

Assessoria de Comunicação Vereador Cleiton Fossá

  • Cleiton Fossá -

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